É duro…

01/03/2010

… descobrir que te adoro no beijo de outro homem. Saber que não te desligo de mim, apesar de todos os esforços. Não conseguir dançar esta dança sem fim, nem ter mais forças para continuar. Porque não tenho estofo. Nem ritmo. Perco-me nos pensamentos que me levam a ti quando o corpo fica imóvel. E não te encontro na ponta dos dedos. Nem me encontro na razão. E nego-te na mesma medida em que te afirmo. E vou estando assim. Nesta dura incerteza que me dás do amanhã. Neste sentimento vazio da tua ausência. Nesta ansiedade de um dia atrás do outro. Sem ti.

22/02/2010

A minha pressa de chegar não me deixa admirar o caminho. A minha ansiedade do destino, turva-me a visibilidade do que me rodeia. E a imensidão de sentimentos que se atropelam em mim, causam-me uma apatia tal que voltar atrás seria opção. Se isso fosse viável. O que não é. Prezo que as coisas mudem. Que as circunstâncias se alterem. Desejo a calma que não tenho para dar um passo de cada vez. E esta angústia que trago no peito, tão típica de um fado de Alfama a horas tardias, tem a mesma força de uma mensagem desprevenida. Aquelas que me chegam sem eu estar à espera e que me provocam um sorriso. Na mesma dimensão que me causam medos.

.

08/02/2010

Porque a vida também é feita de pontos finais.

…. mas o meu jogo começa agora. Só agora. Fui branda contigo. Acreditei em bons rapazes. Na existência deles. Na tua existência. Fiz-te princípe. Agora não. Lets play the game babe. Sem perceberes. Lets play. E não gosto de perder.

Cuida-te.

Um beijinho daqueles.

 

Boa noite.
Até amanhã em 2010.


Não quero cair na previsibilidade de criar um post de balanços.
Nem lamentar-me pelo que não ganhei.
Ou vangloriar-me pelo que conquistei.
Não quero ser saudosista.
Nem reviver de novo 365 dias.
Por muito que houvesse dias que merecessem.
E me apetecesse. Repeti-los ao pormenor.
Mas guardo-os para mim.
Tão pouco farei uma lista de objectivos para o novo ano.
Aquelas coisas comezinhas a que todos se propõem.
Porque aquilo que eu quero sei muito bem.
E o que não quero sei ainda melhor.


Boa noite.
Até amanhã em 2010.

29/12/2009

Nuno Moura, em Soluções do Problema Anterior, &etc, 1996

Livraria Trama

29/12/2009

Ás vezes venho aqui escrever qualquer coisa…

…. só porque tenho a sensação que sabes onde quero chegar.

Tenho uma cidade a emergir debaixo da pele. Uma cidade que não é a minha mas que chama por mim todos os dias. Como se de uma vontade se tratasse. O querer pisar um chão de uma calçada diferente. Respirar junto a um rio onde se passeiam barcos rabelos e lembrar-me do gosto aducicado de um Porto. Descobrir recantos desconhecidos. Ouvir um bom dia com pronúncia do norte. Andar a pé por ruas estreitinhas do centro histórico e encontrar a surpresa em cada esquina. Visitar caves antigas com cheiro a madeira molhada sucumbida pelo aroma intransigente de um vinho. Imbuír-me da cultura Serralves. Há um encantamento escondido nas pequenas coisas. E há momentos que se adiam até culminarem em necessidades.

28/12/2009

- Queres?

- Quero!

Porque um Dostoiévski é sempre um Dostoiévski. Claro.

Maça-me um bocadinho clichés. Maça-me mais ainda ter que assentir sem retorno com eles. E dar razão. E dizer que sim senhora é tudo isso e muito mais. E a verdade é que só damos valor às coisas quando as perdemos. Lá está, cliché. Mas é assim, nada a fazer, é como é. Não me adianta espernear, cantar alto, assobiar para o ar a fingir que não é nada comigo, porque é. Eu preciso de perder alguma coisa para perceber que me faz falta. É estupido. É. É infantil. Muito. Mas é o que tem vindo a acontecer ao longo deste quarto de século mais IVA, e não aprendo. A minha meta é os trinta. Quando chegar à fase trintona, espero ter já um espólio de cabeçadas e nódoas negras, que me ensinem alguma coisa. Porque só vou lá à força. E a cair. E a cometer erro atrás de erro . E daqueles erros mesmo bonzinhos que deixam marca. Aqueles que ferem. Mas ora bem, enquanto perco coisas que são exactamente coisas, menos mal. É uma chatice, que é, afinal são as minhas coisas, mas perdi, tá perdido, vai-se a ver e depois compro outra igual, ou parecida. Há um drama de quinze a vinte minutos e depois passa. Tudo muito chato, mas siga à marinha. O pior, o realmente mau, a tragédia, é quando vou de aplicar isto a pessoas. E nessas alturas ponho a mão à frente da cara, e escondo os olhos envergonhados em jeito de lá-fiz-eu-asneira-outra-vez-para-não-variar-que-gaja-porreira-que-eu-sou-que-só-faço-merda. E vai daí e culpo-me. E isso aborrece-me. Porque preciso de perder alguém para dar um valor que não dava. Hoje, exactamente hoje, neste nanosegundo, pudesse eu voltar atrás em situações (muitas-meu-deus-mãe-do-céu-que-são-tantas!) e tinha feito coisas que não fiz, tinha dado beijos que não dei, dito palavras que não disse. Tinha aceite convites que recusei, tinha rido quando fiz cara séria, tinha dito que gostava quando me calei, tinha dito o que sentia quando dizia o que não sentia. Tinha sido eu, apenas e exactamente EU, quando fui uma parva qualquer. E esta parva qualquer que às vezes se faz passar por mim, está-me a dar cabo dos nervos. E da vidinha. E isso não é fixe.
Lembra-me de encontrar-te quando te sentires perdido. Fecha os olhos. Deixa-te cair para trás com a segurança de que estarei lá para te agarrar. Não passei por acaso. Por ti. E em cada linha da palma da tua mão que percorri com a ponta dos dedos alvitrando destinos. Porque a vida pode ser maravilhosa se não tivermos medo dela. Dizia o Chaplin, e digo-te eu.

Serena eu estou, mais serena vou ficar.
Nada mais vou te dizer.
Nada mais vou te falar.

16/12/2009

Saudades. Muitas saudades. Nem tanto de alguém. Mais de um sentimento.

Para ti

08/12/2009

Porque sei o que custa o que sentes agora. Porque gosto de ti daqui ao infinito e mais além. Porque sofro contigo ao ver-te assim. E a impotência que tenho é maior. Porque os meus abraços não te amenizam a dor. E a amizade não colmata outros sentimentos. E se te disser que o tempo vai ser o teu melhor amigo não vais querer saber. Já todos te disseram o mesmo. E tu sabes. E a mulherona que és esconde-se atrás da menina frágil que agora mostras. A quem quer ver. E queria muito fazer-te uma festa na cara e dizer-te que amanhã ao acordares as coisas já estarão bem. Mas o provável é não estarem. Os silêncios vão continuar. Por algum tempo. Sim, o tempo. Já disse que o tempo vai ser teu aliado? Pois. Vai. Enquanto isso o telémovel vai continuar a causar-te esperanças vãs sempre que tocar. Vais continuar a querer ver aquele nome no ecrã a chamar por ti. E vais ficar desiludida quando perceberes que afinal não é ele. E vais querer não atender. E só vais querer sair à rua em dias de chuva para disfarçar as lágrimas que te correm na cara. E vais querer fechar as portas e as janelas que te mostram ao mundo. E vais continuar com os porquês. E achar que te perceberam mal. Que foram intolerantes. Que é legitimo teres dúvidas, e que isso não é sinónimo de coisas mal resolvidas. Vais sentir que foram implacáveis, e que não te deram mais oportunidades. Que te viraram as costas, quando o que precisavas era que te estendessem a mão. E vais querer ir aos sitios onde estiveram, como se à procura do cheiro dele. E vais lembrar-te dos bons momentos através das pequenas coisas. E vai doer-te o peito desmesuradamente. E a alma. E vais insistir em ouvir as musicas que ouviram e desejar que elas acabem. E vais rasgar as cartas passadas, ao mesmo tempo que feres o dedo ao eliminar as mil mensagens que ainda guardas no telefone. E vais querer apagar o numero dele. E os mails. O mail. Exactamente ao mesmo tempo que desejas permanecer com tudo como estava. Porque o amanhã não se sabe. E não se sabe. A vida dá muitas voltas. O tempo… já te falei no tempo? Sim, o tempo vai encarregar-se de te aliviar as mágoas. E transformá-las. E a estrada que percorrias podia ser um desvio. Ou então era o caminho principal e o desvio chegou agora. E se tiveres que lá voltar, voltas. Mesmo tendo que percorrer quilómetros com os pés noutra estrada. E se lesses isto ias encolher os ombros e achar que é fácil falar. Que pior é sentir o coração esfrangalhado pela dor da ausência. E da saudade. E eu sei que é.  Mas também sei que o tempo… já te falei no tempo? O tempo vai imcumbir-se de ti.
Escrevi teu nome no vento,
convencida que o escrevia
na folha do esquecimento
que no vento se perdia.
E ao vê-lo seguir envolto,
na poeira do caminho
julguei meu coração solto
dos elos do teu carinho.
Pobre de mim, nem pensava
que tal e qual como eu
o vento se apaixonava
por esse nome que é teu.
Enquanto o o vento se agita,
agita-se o meu tormento.
Quero esquecer-te, acredita.
Mas cada vez há mais vento.

Que soprem brisas intermináveis, e rajadas veloses. Que assobie o dito e me intimide. Que me despenteie. Empurre. Dispa ou cause arrepios. Que me faça fechar os olhos. E dificulte a respiração. Pouco importa. Amanhã.


06/12/2009

Se te feri foi sem querer. Sem me aperceber. Era tudo mais fácil se fossemos donos de nós. Não somos. Se te dizem que sim, mentem-te. Se pudesse escolher, tinha-te escolhido. Sem hesitar. É como uma sina. Caminhos cruzados numa estrada conjunta que acaba por se separar. E continuo a gostar da ousadia, do espirito rebelde. Da liberdade que trazes no peito. E da vontade de mudar o mundo. Na força que tens para segurar-me. Na luta que travas pela conquista. Esta. Nos desafios que superas. No porto de abrigo que consegues ser. Amigos? Farei por isso. Sempre.

Na mouche!

05/12/2009

- Meu caro Kafka, a maioria das pessoas chega a um ponto na vida em que já não se pode voltar atrás. E, em raríssimos casos, a um ponto em que já não é possível avançar. E quando se chega a esse ponto, não temos outro remédio senão aceitar calmamente o facto consumado. Só assim é que se sobrevive.

Haruki Murakami, in Kafka À Beira-Mar

05/12/2009

De todas as vezes que olho para trás, não são poucas as que me espante. Comigo mesma.

04/12/2009

E depois há dias em que a vontade de ti cresce numa forma inolvidável. O querer percorrer o teu corpo com a ponta dos dedos e invadir-te a alma num beijo. Querer delinear-te os lábios com a minha lingua e deixar o rasto da paixão. Querer um abraço apertado e a sensação de que o mundo é perfeito. O querer estar aninhada em ti como se de dois fossemos um. Há dias em que te quero. Muito.

03/12/2009

E eis se não quando, o conceito workaholic começa a ser-me familiar….  Só um bocadinho vá.

01/12/2009

Sou diferente, quando não estou contigo: argumentativa, influente, persuasiva, convincente. Sou a que arrasta multidões, a que quando fala os outros baixam as orelhas, a que tem histórias para contar, teses para defender e pontos de vista para demonstrar, catedrática e exegética. Mas olho-te a boca e fico assim, meio gaga e cacofónica, trapalhona e concordante, onomatopeica e monossilábica, tímida e desconchavada, acometida de dislexia verbal, a querer tomar-te o hálito e desapertar-te as calças, como se nisso residisse toda a minha erudição. Sou palavras que se trocam, raciocínios descabidos, piadas sem graça nenhuma e pernas sem poiso certo que me vão sobrando por debaixo da mesa. À vista dos teus olhos, que se cerram devagar enquanto me engolem inteira, vão-se num ápice, a extremosa educação de colégio, os pudores e o civismo, a contenção e a compostura, e eu intuo mais do que entendo e farejo mais do que penso. Porque há qualquer coisa em ti que quase me priva de humanidade, que faz de mim um bicho, uma fêmea no cio reduzida à urgência do instinto animal, a querer obrigar a tua cabeça ao desfiladeiro entre as minhas pernas. E isto porque os teus olhos e a tua boca, porque ainda e sempre a tua boca, eloquente, concisa e segura, como se isso importasse alguma coisa. A tua boca, em nome da qual apetece erguer altares, queimar incensos, acender velas, fundar uma religião, recortes e ex votos colados à cabeceira da cama, preces diárias, promessas. Sou diferente, quando não estou contigo, sou razão pura e não esta fé pagã; sou cidade, prédios e prumos, e não um punhado de terra molhada, fecunda e seminal. Sou o perímetro exterior de mim própria e não o âmago de tudo o que afinal me compõe.

Assim, tal e qual. Assim mesmo. Com todas as vírgulas. E por ser tão assim, é que faço destas palavras, as minhas.

30/11/2009

Às vezes adormeço com o passado nas mãos. 
Como a teimar em segurar rasgos de dias que já lá vão e a querer mantê-los junto ao peito. Como se isso os fizesse permanecer no tempo. E eu pudesse vivê-los de novo.
Às vezes. Muitas vezes. Lembro-me de ti. E da forma como as almas podem encontrar-se de raspão. De como se cruzam em caminhos diferentes e insistem parar. Breves segundos. Até se separarem de novo. Ou não. Porque em certas alturas, afastam-se apenas os corpos. É que Elas, uma vez que se atrevessam, perduram. Mesmo num resquicio da memória. Mesmo que divididas pela travessia apartada dos seres.  Ou mesmo escondidas por outras, novas, que surgem e as atropelam. 
Perco a conta aos dias em que percebi a tua alma. Ainda que em silêncio. Ainda que ao longe. Perco a noção a outros tantos dias em que fingi não perceber. Nem ver. E outros ainda em que embora percebendo, não assenti. Discordei. Indignei. Momentos houve em que quis dar-te o meu colo e regaço. Quis soprar-te os fantasmas, e levar para longe os teus medos. Sacudir a ansiedade e acalmar a tua inquetação. Quis garantir-te que comigo por perto, ninguem pode fazer-te mal. Nem nada corre mal. E quis dizer-te baixinho que tudo está bem quando acaba bem. Mas sou discreta. Muito. E serena. Cada vez mais. 
 Às vezes adormeço com o passado nas mãos.

Desejo é uma das palavras-chave em Wong Kar-Wai. A outra é desencontro. No cinema de Wong Kar-Wai, o que se ouve resume-se assim: a música é uma personagem, as palavras sucedem-se aparentemente banais mas são como poemas e o desejo é sempre mudo. Em momento algum se ouve uma personagem confessar a outra o seu desejo. As poucas confissões são-nos ditas em voz off e nunca são lineares. Cada personagem de Wong tem um mundo próprio mas, paradoxalmente, são todas vulneráveis às circunstâncias. As personagens de Wong vão encontrando o amor mas são sempre inábeis, mesmo quando parecem fatais. A cidade é a personagem quase invisível mas permanente, o mecanismo que permite todos os (des)encontros. Mas o que importa, o que marca, é o desejo. O desejo é uma questão de distância. E Wong enfatiza essa certeza em cada gesto de cada personagem. O modo como Wong filma torna o desejo palpável, de tão denso. Em nenhum caso é mais evidente do que em “Disponível Para Amar”. As imagens de “Disponível Para Amar” deslizam. Mas os gestos das personagens são contidos, carregam toda a consciência de um desejo reprimido. Não há uma declaração de amor. Não há um único beijo. A linguagem é meramente corporal. A história – e é a história desse desejo – concentra-se nessa gestão insuportável de distâncias entre duas pessoas muito próximas mas irremediavelmente afastadas.

in Epiderme

SMS

28/11/2009

Queria dizer-te que estou cheia de saudades tuas de trabalho, mas temos que arranjar tempo para um beijo café. Balé?

28/11/2009

“Não me esqueci, não antevi, não adormeci o meu vício de Ti.”

Mesa

“A conjunção entre a Lua e Marte no mapa conjunto indica que vocês despertam sentimentos muito fortes um no outro, embora, por si só, não revele se eles são bons ou maus.

Num relacionamento amoroso, por exemplo, este aspecto indica a presença de um forte envolvimento emocional. O relacionamento provavelmente mobilizará em vocês emoções positivas e negativas.

Se o relacionamento for essencialmente bom, vocês simplesmente terão um maior envolvimento emocional, embora também uma maior tendência a discutir. Mas se o relacionamento não for muito sólido, será destruído pelas brigas que este aspecto gera.

Um dos pontos fortes deste aspecto é que, num relacionamento íntimo, a quantidade de energia sexual gerada é bem grande”

……

Curioso! E é só.

Gosto…

24/11/2009

Gosto de domingos de chuva. De a ver e ouvir. De ficar enrolada numa manta quente a ver um filme. Gosto de sushi no meu sofá. Num qualquer sofá. Gosto mais da praia no Inverno. Mas também gosto em dias quentes. Gosto do sol a entrar-me na pele. E de passear na sombra da serra no Verão. Gosto de ver uma criança dormir. Dá-me paz e não sei explicar porquê. Gosto de conduzir a ouvir musica alta. Gosto de conduzir. Gosto de pastilhas de melancia. É um vicio. Gosto muito de ir ao cinema. Bem acompanhada. Gosto de musica. Gosto de musica portuguesa. Gosto de Fado. De fadistas. E não fadistas. Gosto de concertos. Gosto de Lisboa. Do Tejo. Do CCB. Do Restelo. De passear no Chiado. De Sintra. Cascais. Colares… Gosto de me sentir em casa. Gosto de andar descalça. Gosto de jantar fora. De vinho tinto e sangria. De caipirinha, tequilla e vodka. Gosto do primeiro café da manhã. E do cigarro a acompanhar. Gosto de amigos. Muito. Gosto de pintura. De pintores. Fascinam-me os artistas. Todos e mais alguns. Gosto do espirito rebelde. Da liberdade criativa. Gosto de liberdade. Gosto de um espírito crítico. Gosto de Jornais. Telejornais. Revistas. Gosto da Visão a acompanhar-me numa esplanada. Gosto de esplanadas. Gosto de debates. Gosto de politica. Gosto do meu país. Muitas vezes me desilude. Gosto de cães, gatos, koalas e esquilos. Quero um de cada, se possível. Gosto de chocolate, bolachas e gelado. Gosto do cheiro a bolos e a pão quente. Não gosto de engordar. Gosto de palavras que me beijam na boca. Que as há. Só palavras. Só um texto. Gosto de beijos na boca. E de percorrer cicatrizes com a ponta dos dedos. Gosto de massagens. Gosto de festas na cara. De abraços apertados. E do mais que vier. Gosto de seduzir. E de ser seduzida. Gosto de rir. Gosto estupidamente de rir. Gosto de gente com sentido de humor. Muito. Gosto de ler. Gosto de livros. Gosto de feiras dos livros e alfarrabistas. Gosto de viajar. Muito. Gosto de cidades antigas. E das modernas. Gosto de vilas. E aldeias do meio do nada. Gosto. Gosto de um céu estrelado no Verão. E de um por do sol. Gosto de gente cosmopolita. E de um velho aldeão. Gosto de pessoas. Das boas. Gosto de solidariedade. Fidelidade. Sinceridade. Gosto de valores nas pessoas. Gosto de bom senso. De audácia e coragem. Gosto de ficar em casa com amigos a jogar Buzz. Gosto de sair pela noite fora. Gosto de Justiça. Do direito. Gosto da minha profissão. Gosto de estudar. Não consigo parar. Gosto de evoluir. Sempre mais e mais. Gosto de Gadgets, de computadores e tecnologia. Gosto da Internet. Gosto de compras. E de futilidades. Gosto de dormir. E de poder acordar tarde. Gosto de um homem perfumado. Gosto de uma boa conversa. Gosto de ouvir histórias de amor. E comover-me com elas. Gosto de desafios. Gosto de coisas simples. Gosto disto e daquilo. Gosto de muito mais do que disse. Gosto.

É assim preciso a coragem que torne o nosso afastamento tão belo como o nosso encontro.
Só o silêncio nos poderá agora ajudar. O silêncio preservar-nos-á dentro de nós, no sítio onde nos encontrámos e onde continuaremos juntos, muito quietos, a olhar-nos fixamente nos olhos.

Nós não, mas as nossas almas saberão de nós.

Pedro Paixão

22/11/2009

*De como eu gosto de Cat Power

Saudade

22/11/2009

Sf.,
-lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
-pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
-nostalgia;

Bot.,
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;

21/11/2009

Fiz de propósito e em consciência. Deixei-me levar pela ebriedade tumultuosa. Ainda que pacificamente dominada por resquícios de lucidez. Quis sair de mim, fechar os olhos e sair. Sentir de novo aquela envolvência dos teus beijos e acabar em sorriso. Procurei-te em todos os recantos. Procurei-te em cada som, em cada cheiro ou sabor. Em cada pormenor. E desejei-te noutro homem. E o barulho que o fez aproximar-se do meu ouvido encurtou a distância das nossas bocas. Nesse momento quis achar-te ali. Descobrir-te de novo num beijo que não o teu. E quis fintar a ilusão. E quis sorrir no fim.
[......]
Em vão.
Não sorri.
Muito menos te encontrei.

…………..

16/11/2009

Quando vejo que já não posso fazer mais nada de nada, arrumo o que me pertence e vou. Mas levo as memórias, essas não as largo ao vago e vão. Nem lhes viro costas. Guardo-as no peito, na alma e acompanham-me. Para onde for. Deixo ficar só o que não me pertence. Minto. Às vezes forço a trazer o teu amor, mesmo sabendo que não é meu. Furto-te pedaços dele. Nos pormenores e ilusões. Nas dúvidas e incertezas. Na insatisfação e ansiedade. Mas um qualquer dia volto atrás. Volto para te buscar. Volto porque sim. É só imaginar-te perdido e vou à tua procura. Em jeito de protecção talvez. Ir para cuidar de ti se precisares de mim. Ou isso será uma mera desculpa. O que não vai interessar para o caso. Páro à porta de tua casa e trago-te comigo. Nem que seja por um dia. Entretanto por enquanto, continuo assim. Bem.

Evoluções…

15/11/2009

Há cinco meses atrás era estagiária. Em fim de estágio, mas estagiária. Criatura arremessada às conjunturas de quem passa cinco anos a licenciar-se, mais um ano da primeira parte de um mestrado, mais três anos obrigatórios de estágio numa Ordem nada meiga. Afundada em livros, códigos, doutrinas, jurisprudências e afins. Exames. Muitos. Uns atrás dos outros. Escritos, orais. E o mais que houvesse. Hoje já não sou estagiária. No já longínquo dia 15 de Julho de 2009 culminei todo o percurso e perdi a condição de menina que aprende, para ser a senhora que faz. As responsabilidades são diferentes, maiores, enormes, desmesuradas. Uma realização profissional-pessoal que traz desafios. Uns a seguir aos outros com a inerente capacidade de resolução imediata que me é exigida. E gosto. Há uma recompensa merecida. A todos os níveis. Nunca estive tão bem como estou agora. Agradeço todos os dias aos anjinhos do céu, aos duendes da floresta, às fadas madrinhas, aos reis magos e a mais alguém se for preciso, pela dádiva que estou a ter. À minha escala, no outro dia quase que consegui perceber o Cristiano Ronaldo. E até podia explicar detalhadamente o porquê, mas isso já era demais. ( E eu não acredito que acabei de falar do CR7 aqui, mas ok… )

- Note To Myself -

14/11/2009

13/11/2009

Não sei se já disse isto, mas… adoro quando a realidade ultrapassa largamente a mais rebuscada das ficções. Coisa que acontece, basicamente… todos os dias!


12/11/2009

Traz o vento as horas em que o amor em mim refez. Entre o medo e as demoras, os silêncios sem porquês.Vão no vento os medos que soubeste à minha voz. Guardo ao vento os meus segredos e a razão de sermos nós.

Meu amor,
Às ruas da cidade
Canto o amor,
Na voz de uma saudade,
Que o amor .. É um fado sem idade.

Vem no vento a chuva que se entrega ao meu olhar. Quando a alma em mim se curva e teima em não querer quebrar. E quando o tempo levar o sal do pranto apagando a dor do fim, escondo-me num fado e canto. Como canta o vento em mim.

Meu amor,
Às ruas da cidade
Canto amor
Na voz de uma saudade
Quando o amor
É mais que uma ansiedade,
É a dor
De um fado sem idade…

Precisamente!

11/11/2009

“Foi o tempo que dedicaste a alguém que o tornou tão importante.”

07/11/2009

Que me surja a febre, a gripe, uma puta de dor de dentes. Que alguém me atropele e me machuque por fora, me cause agonias e maleitas, mas não me venha a saudade. A saudade que me desespera e corrompe, que me angustia e desorienta. Porque ela é uma merda. É a pior dor e ferida que sinto. Num diagnóstico onde a cura é lenta, muito lenta. Já virei costas, já deixei para trás tudo o que tínhamos e mais alguma coisa. Sim, tínhamos. Já esqueci. Já mudei o rumo, o ar, o olhar, o sorriso, e o mais que me provocavas e saía ao teu jeito. Mas ainda assim há laivos de ti em mim. E isso não me agrada , nem um bocadinho. E gosto que as coisas sejam todas à minha maneira, não me venhas contrariar. Perco-me só neste caminho onde não sei onde acaba o sentimento e começa o saudosismo. Ou vice-versa. E o fascínio pelo desconhecido consegue ser maior do que aquilo que já se conhece. Ou pensa-se que se conhece. Porque se virmos bem, não conhecíamos assim tanto.

*Melody Gardot

“É que a mulher que lê adquire um espaço a que só ela e mais ninguém tem acesso”, o que a leva a desenvolver um estado independente de auto-estima. Além disso, “cria a sua própria visão do mundo, não necessariamente correspondente à transmitida pela tradição, nem à dos homens”.

……………….

01/11/2009

Há gente que fica na história, da história da gente…

São emoções que dão vida, à saudade que trago…

aquelas que tive contigo, e acabei por perder.


31/10/2009

A nossa distância aumenta em segundos. O que nos separa não são estradas longas de percorrer mas sim o tempo que passa. Amanhã estarei ainda mais longe do que estive hoje. E depois de amanhã. E depois. E depois. Até que nunca mais se reconhecerá o caminho de volta. Perder-me-ei noutros rumos. E o regresso a ti será impossivel.

……

26/10/2009

Ás vezes faço de propósito. É com intenção que te nego as palavras. E os sorrisos. E o mais que procuras e não encontras. Porque não sei o que esperar de ti. Nunca me disseste. E isto a vida dá muitas voltas, já reparaste? Eu notei isso há segundos. Não, mentira. Sei disso há algum tempo. Mas todas as vezes que sou surpreendida é como se fosse a primeira vez. E enquanto continuares com essa postura, eu vou continuar com a minha. E paciência se estou a perder. É que podia gostar de ti como gosto dos outros. Gosto moderadamente dos colegas, dos amigos, dos casos. De ti gosto mesmo.

Tu

25/10/2009

“Tu que, escondido, me espias; que me lês incógnito; que, omisso, julgas que me observas… não penses que me conheces. Tu que, com a tua passividade, te pensas esperto; que, aninhado no teu silêncio, acreditas que me podes ter… não sabes é nada. Em cada palavra minha, existe uma ratoeira; em cada frase, uma armadilha; em cada pensamento, uma farsa; em cada rosto, muitas caras, onde caem os inofensivos e os predadores, onde se enganam e se perdem os que se pensam sábios. Como tu. Meu Amor.”

22/10/2009

I don’t believe that anybody feels the way I do about you now…

22/10/2009

Estou há dias a tentar perceber de que lado está a “bola”.
Se do meu lado, se do teu.
Não sei quem deve dar o pontapé de saída.
E não há árbitro que nos valha.
Neste jogo sem regras.
Afinal de que lado está a “bola”?
Do meu lado, ou do teu?
O certo é que o jogo não avança.
Perdemos os dois.

20/10/2009

Cheia de duvidas. Sem saber que chão piso. Que caminho percorrer. Mensagens com ruído. Palavras por dizer. Sentimento que se retém. Aperto na garganta. E no peito. E na alma. E no corpo todo. Querer apagar tudo e começar de novo. E querer que algo mude. E não saber como fazer. E querer um sinal e não ter. Ou não perceber. E a dúvida novamente. E atrás de uma vem sempre outra. Nova, maior, arrebatadora. E as saudades. E não saber o amanhã. E não contar contigo. E não saber de ti. E um passado. E nenhum presente. O que esconde os teus olhos. O que guardam as palavras que não dizes. E o telefonema que não fazes. Nem eu. E a dor que massacra. Mói. Corrompe. E a cicatriz que abre. Ferida que não sara.

19/10/2009

Falar de Ti.

19/10/2009

Hoje era daqueles dias em que me apetecia falar de ti. Assim sem escolher as palavras, e não pensar nas frases. Falar de peito aberto a quem quisesse ouvir. De coração a transbordar de ti. Queria chamar os estranhos que se sentavam ao meu lado naquele café, e dizer-lhes que existes. Descrever-te-ia da melhor forma que pudesse. A única. Contava-lhes como esse sorriso mexe comigo. Queria descrever o jeito da tua boca, o movimento do esticar dos teus lábios, e contava os traços que a tua pele faz quando ris. E queria imitar o som da tua gargalhada. E esse fechar de olhos, no ínfimo segundo em que coordenas a respiração e o suspiro profundo. Queria dizer-lhes ao que sabes. Porque essa história de todos os homens saberem ao mesmo, é nos livros, e nos filmes. As descrições roçam numa unânime poesia de sabores que pretendem encher a alma. Quanto a ti poupo nas palavras. Sem pretensões, porque esse teu paladar sacia-me. Queria dizer ao que cheiras. Desse perfume único que se mistura na tua pele diferente das outras tantas. Dizer como chegas apressado ao pé de mim, nesse passo de um pé à frente do outro, tão distinto. E esse balançar de braços enquanto seguras numa mão as chaves do carro, a carteira, e o telefone que te esqueceste de por no bolso das calças. Queria falar disso e muito mais. Queria contar-lhes como és. O que pensas. Queria dissecar o teu mau feitio. Mas acima de tudo o bom. Esse jeito de saberes levar-me com essa tua forma de estar conscenciosa. Esse teu sentido de justiça empírico, que no limiar da profundidade consegue ser maior do que o meu. Esse teu passar pela vida dos outros sem indiferença. O querer deixar este mundo melhor de como o encontraste. Mas contive-me. Achei que podiam gostar tanto de ti como eu. Ou mais ainda. E não é que isso seja mau. Mas o meu egoísmo leva-me a querer fazer de ti segredo. Como aqueles tesouros preciosos que não se partilham. E não quero que te vejam através dos meus olhos. Nem que te ouçam através das minhas palavras. Que por mais justas que sejam, serão sempre as minhas. Hoje quis falar de ti. Ainda que pela metade. Ainda que nem lhes explicasse sequer como são os teus abraços. Nem o teu olhar. Nem tantas outras coisas mais. Hoje quis falar de ti.

Little Girl Blue

17/10/2009

Nota:

17/10/2009

Posso ser impaciente. Ou descontraída demais. Posso não ligar nenhuma, ou ser tomada por uma dose de ciume irracional. Mas se isso acontecer terei as minhas razões. Sabes que não é de ânimo leve. Sou mesmo muito boa a analisar situações, e isso é lixado. E podes acusar-me de ser arrogante, insensível. E podes dizer muitas outras coisas. E podes pedir que fique. Que não vá embora. Que reconsidere. Podes mostrar arrependimento, saudade e desespero. Podes relembrar as vezes que quiseres o quanto eu fui, o que sou, o que significo. Podes pedir desculpa e tentar embriagar-me com palavras etílicas. Porque frágil fico melhor de conversar. E de convencer também. Baixo este meu ar altivo, e assim não te sentes intimidado. Fim de noite, de cara lavada, sem maquilhagem, de cabelo solto entrelaçado. Mulher, mas muito mais menina. Sei bem como pensas. Mas não vale a pena. Já te disse que sou mesmo muito boa a analisar situações? Pois é. E isso pode ser uma merda. Porque vejo o filme antes da estreia. E se quiseres conto-te como acaba a história. Ainda que agora não acredites.

15/10/2009


Há dias de mandar a toalha ao chão. De dizer fico por aqui. Assim não. De virar costas e ir embora. Há dias assim.

E alguém diga ao senhor da montanha russa que já pode desligar a máquina. Maça-me um bocadinho estas voltas constantes.

Encosto os meus lábios no teu ouvido em jeito de quem precisa dizer-te um segredo. Não queria que a minha boca tocasse na tua pele. Mas não tocando, receio que as palavras me fujam por essa distância que nos separa. Pedes-me que te diga o que queres ouvir. E recuso-me. Não penses que será assim tão fácil. E não é por nada. É apenas porque não quero ser o que esperas que eu seja. E muito menos dizer-te o que esperas que eu diga. Quero ser mais que isso. Quero falar-te de coisas que não sabes, em momentos que não contes. Não me faças previsível. E não faças malabarismos com os sentimentos. Com os teus. Que nos meus mando eu. Porque neste fio ondulante, de quem levita a metros do chão, a minha planta do pé equilibra o meu corpo. De baços abertos. Na corda bamba. Farei o meu trajecto. Balanço. Não caio. Não caio outra vez.
A minha vida mudou um bocadinho? Sim mudou.
Acontecem milhões de coisas ao mesmo tempo? Sim acontecem.
Tenho tempo para contar tudo? Não, não tenho.
E estou feliz? Sim, muito.
E isso é o que importa não é? Pois claro que é.

11/10/2009

- Wait. So… Because I’m a beautiful woman the only reason any man ever wants to talk to me… is because he wants to fuck me. Is that what you’re saying?

- Well, I don’t think it’s quite that black and white…but I think we both know what men are like.

Eyes Wide Shut

10/10/2009

You and I know
You and I try
You and I ran
Leaving old stories far behind

Quase Dedicado

10/10/2009

Queria escrever algo significativo. Assim em jeito de memorando. Assim bem ao jeito de quem tem a certeza de que há sentimentos que mudam. Que há antigas paixões que acabam num carinho enorme. Mesmo depois de momentos conturbados. Daqueles pouco dotados de razão ou racionalidade. Momentos embriagados por falta de lucidez. Encerrados por um sentimento de posse que nos encobre. De raiva. De indiferença. De afastamento. De não querer saber. Mas depois o tempo acaricia a mágoa. Leva para longe a nódoa negra que irrompeu da pele. E vem lembrar que pode sobreviver a amizade. Que ela não desaparece. Nem se transforma num qualquer ressentimento. Pelo contrário. Converte-se em serenidade. E bem mais que isso. Houve tempos em que te queria. Agora quero-te bem. Muito bem. Faz toda a diferença.
Sou perita em lembrar-me de detalhes. Aqueles mais comezinhos que fogem ao alcance dos demais. Raramente me esqueço de coisas importantes. E das que não têm importância nenhuma também. Há uma bebida que me reporta a ti. Pior. Há uma bebida que me reporta a um dia passado contigo. Ás vezes é um exercício de puro masoquismo quando a minha sede me leva a pedir aquele liquido. Outras acho que é como uma necessidade de afagar ao de leve a saudade. Saboreando-te através de um copo de vidro transparente cheio do gelo que conserva a tua existência. Sei que inevitavelmente ao primeiro trago vou viajar para o passado. Aquele dia está marcado em mim. Pregado tal e qual uma ferradura no casco de um qualquer cavalo lusitano. Absorvo aquele sabor e surges tu. E surjo eu. E surgimos nós. Consigo saber o que fiz antes de estar contigo, o que fiz durante, o que fizemos. Vejo todos os trajectos que partilhamos nesse dia. Com quem estivemos. Onde estivemos. O que me disseste. O que te disse. O que nos disseram. O que se disse. Sei de todos os pormenores. Todos. E como eu gosto de pormenores. Sei o que tinhas vestido. Ao que cheiravas. Sem qualquer esforço de maior consigo ver esse dia. Basta beber aquela bebida. Aquela bebida que não me sabe a ti, mas que sabe à tua presença. E sinceramente não sei se isto é bom. Mas não há nada a fazer. Porque esta coisa chamada memória é tramada. E a minha em especial, porque é das boas. Ou das más. É tudo uma questão de perspectiva.

Where Is My Love?

05/10/2009

É…

05/10/2009

Queria escrever-te sem pensar no que te digo. Queria dizer adoro-te como quem diz bom dia pela manhã às pessoas que me cruzam. Ou como quem pede um café em chávena fria ao empregado de sempre da pastelaria do costume. É que ainda continuas por cá e não percebo a fazer o quê. Ocupas demasiado espaço num coração que dizes ser pequeno. Do mal o menos. Ainda vês coração onde muita gente não vê nada. Porque se apodera de mim a altivez natural de quem nasceu sem um. E podia dizer que estás enganado. Ou equivocado, que sou pessoa de escolher bem as palavras que te profiro. Gosto particularmente dos telefonemas que não te faço. E das mensagens que não te mando. São sempre as mais verdadeiras. Aquelas que ficam guardadas nos rascunhos em vez de enviadas. Se soubesses. Se soubesses o que te escrevo e não chegas a ler. Sou eu despida de preconceitos. Sou eu livre de filtros. De consciência solta. Porque esta história de sermos livres é uma mentira pegada. Não somos. Dissimulamos uma liberdade e acreditamos que ela existe. Tal como tu, condiciono as minhas atitudes às consequências. Pronto, mais eu que tu. É que isto de duas pessoas gostarem uma da outra é uma grande coincidência. Somos tantos. A probabilidade disso acontecer parece-me sempre reduzida. Mas depois há estas concomitâncias engraçadas. Tipo tu e eu. Ou tipo eu e ele. Ou tu e ela. Se bem que nunca ninguém gosta da mesma forma. Nem se gosta da mesma maneira das diferentes pessoas de quem se gosta. E isso dá-me toda a legitimidade de dizer que nunca gostei de ninguém como gosto de ti.

Com saudades do Sol que me entrava na pele. A sentir a falta da areia que me escaldava os pés. Do mar que me lavava a alma. Do corpo molhado e refrescado. Não tanto da praia. Não adoro fazer praia. O que adoro é estar lá com vocês. E o demais vem por arrasto. Saudades dos fins de tarde a ver o pôr do sol. Das gaivotas que chegavam à areia ao mesmo tempo que chegavamos à esplanada. Saudades das caipirinhas ao fim do dia. Dos mergulhos na piscina à noite. De não ter horas para nada. De ter tempo para tudo. Das minhas caminhadas à beira mar. De dançar todos os dias. Das conversas. Dos jantares. Das noites quentes. E das noites frias e húmidas também. Saudades daquele vinho tinto. Das gargalhadas. E até dos meus dramas da época. Saudades do Verão. Saudades de ti, dele, delas, deles, vossas, nossas.

Se bem que posso ter isto tudo, ou quase tudo, em qualquer altura do ano. O que é – diga-se – uma coisinha boa. Muito boa. Mas ha momentos que não se esquecem. E o meu Verão passado é um. Mais um.

03/10/2009

Vamos supor que ontem tinha recebido uma proposta. Vamos supor que disse que sim, que ficou tudo negociado, falado, fechado, só faltando acertar pormenores. Agora vamos imaginar que com base nesse facto cria-se planos e projectos de futuro. Cria-se expectativas e providêncía-se diligências tendo como mira o sitio onde essa proposta será cumprida. Mas entretanto vamos imaginar que outro alguém, de outro lugar, hoje liga-nos com uma proposta diferente, com uma melodia encantada aos nossos ouvidos, tal e qual o flautista de Hamelin, que nos faz querer seguir nessa direcção. Mas ainda nada certo. Só palavras no ar por enquanto. Vamos agora ainda imaginar, assim numa eventual loucura, que minutos depois o nosso telefone toca de novo. Vamos imaginar que é outra oferta, uma nova proposta, uma nova possibilidade de futuro, um novo destino. Mas mais uma vez ainda nada certo. Coisa que vai desenrolar-se nestes dias seguintes. Vamos supor, assim por hipótese que isto passou-se comigo. Hoje. Neste dia 30 de Setembro. Vamos supor que os senhores da primeira oferta querem que eu assine contrato dia 2 de Outubro às 11h. Vamos imaginar que os senhores das ofertas seguintes querem falar comigo amanhã. Vamos imaginar que eu vou falar com os senhores. Vamos supor que eles não se decidem, nem eu, em tempo útil. Vamos ainda por mera hipótese pensar que no sitio onde estou, e vendo estas movimentações todas, querem que fique e não vá embora. Imaginemos que nos aliciam com outras propostas. Imaginemos isto tudo como sendo de facto real. Conseguem agora supor como eu possa estar? Conseguem supor que estou a morrer de ansiedade? Conseguem imaginar que apesar de me sentir uma privilegiada, estou acima de tudo perdida? Sem saber o que fazer. Conseguem imaginar a pressão que tenho nos meus ombros, nas minhas costas, cabeça e corpo todo? E o meu medo de escolher o caminho errado, conseguem sentir? Vamos supor que vou ter que me retirar dois, três dias. Imaginem que estou a precisar de paz, serenidade e discernimento. Imaginem que preciso de perceber qual a opção certa. Imaginem.

Não se mostra o trajecto
A quem parte para se perder
Não se dá boleia
A quem precisa de ir a pé

E é como quando pensas que estás a chegar
E não deste um passo

Onde estou, nada mais pode crescer
Eu sou assim, uma fênix a arder

30/09/2009

Fica sabendo que não tenho medo. Que não tenho pudor nem moral e que não é a religião que me salva. Mais do que agnóstica, sou ateia, pernóstica, sou copérnica: circundo-te heliocêntrica, e que se lixem os outros. As outras. A outra. Aquela com quem estás agora. Doemos o seu corpo à ciência, abandonemo-la à sua sorte. Sou imatura e irresponsável, não vou à missa, mostro as pernas (abro-te as pernas) e faço beicinho para que sejas meu. Para de ti dispôr como quiser, vens ou ficas, vais ou vens-te. Mortifica-te, estás à vontade, o remorso a jorrar de ti madrugada fora, porque o que é teu está irremediavelmente em mim e se calhar vice-versa, nem mil duches te salvam, nem esfregado a pedra pomes, a pele numa chaga viva. Fica sabendo que não hesito; que espezinho e que comando; que faço fitas e abandono, e que não sou de fiar. És-me tão difícil quanto inesperado; és a incoerência, a incongruência, a vida vista de baixo para cima. És o dueto entre a raiva e a meiguice, entre o medo que tens do medo e a investida cega do herói solitário. Às vezes de noite quando finjo que sossego, amo-te. Também te amo em certos momentos do dia e chega a haver alturas em que te adoro, isso nos intervalos em que te esqueço. Quero apoderar-me de ti e falar com esse sotaque que enfiarás sem querer na minha boca, empurrando-o com a tua língua. Terás um dilema moral por resolver, que coisa despir-lhe primeiro?, e eu o diabo no corpo, toma lá que é para aprenderes. Quero-te perto, nas imediações, não me interessa se agora não dá, faz a trouxa e vem de malas aviadas que a estada pode prolongar-se. Sou egoísta, esporádica, imódica, e às vezes até asmática. Falta-me o ar quando me ignoras, arremelgo os olhos e arquejo, não tenho culpa, é uma doença, uma condição que me definha, tragam-me a bomba por favor. Morro se me viras as costas, se não me telefonas, se não me envias bonecos tontos que se rebolam a rir quando a ocasião pediria apenas um breve sorriso contido. Morro e olha, eu não brinco com estas coisas, vou parar-me já o coração. Escuta, ainda bate, o parvo, o teimoso: já te disse que às vezes te adoro?

Texto tirado de “Um amor atrevido” . Um dos meus blogues preferidos.

Um dia gostava de escrever assim, com este talento envolto em despudor e coragem que caracteriza a Sofia Vieria.

Nunca fui grande fã de ninguém. Nem de actores, nem realizadores, nem jogadores de futebol, nem de cantores, nem de baixistas, pianistas, controcionistas, modelos, o que for. Nunca fui menina de ter grandes considerações para lá do razoável por ninguém que não conhecesse. Mas este menino. Oh minha nossa senhora. Este menino tira-me do sério. Ainda bem que já não estou na idade de usar dossiers da escolinha, caso contrário iria sucumbir à pirosada de o forrar dentro e fora com a cara dele. E corpo. E tudo no geral. Gosto dele. Gosto. Sou fã confessa e convicta. Ele seduz-me. E gosto da inteligência. E gosto do humor. E gosto da sagacidade. E gosto da audácia. E gosto do sarcasmo. E gosto da cultura. E gosto da postura. E gosto da biblioteca dele. E gosto do charme. E gosto do sorriso. E até gosto do tique de por a mão à frente da boca. E gosto. E gosto muito. Era menina para me perder e tudo. E começo a achar que ando com tendência para pessoas de esquerda. Ando, ando.

Quem é que diz sempre mal do Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuuuuu!
Quem é que não gosta do Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Quem é que evita ir a cafés e a jantares no Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuuuuu!
Quem é que não vai nunca ou quase nunca para a zona do Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuu!
Quem faz cara feia ao Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Quem ladra e rosna a pessoas que combinam coisas no Parque das Nações? Euuuuuuuuuuuuuuuu!
Quem é que recebeu uma proposta de trabalho no Parque das Nações? …..Eu!….
Quem é que aceitou a proposta de trabalho no Parque das Nações? … eu …

I choose love

29/09/2009

Falava-se nos primeiros dias de relações. E fiquei a pensar como eu lido com isso. Acima de tudo acho que cada um age de acordo com a sua personalidade, com as vivências que já teve, com a experiência, com bom senso. Eu procuro ser serena. Não gosto de entregas avassaladoras nos primeiros momentos. Não é não gostar, que às vezes também faz falta. É… Não sei o que é. É a minha postura. Talvez por medo. Talvez porque não consigo conceber entregar-me completamente a quem e com quem ainda não construi nada. Porque passo a passo as coisas fazem muito mais sentido. Porque ninguém se conhece em dias. Porque sou extremamente calma, não gosto de pressas. Porque pretendo construir uma amizade subjacente ao que quer que seja. Porque me preocupo em deixar este mundo um bocadinho melhor do que o encontrei e isso passa por saber gerir os meus afectos e das pessoas que me rodeiam. Passa por levar algo de novo a quem se cruza comigo. E trazer também. Cada pessoa que passa na minha vida será sempre vista como uma bênção. Mesmo nos maus momentos. Porque, como aprendi com o Principezinho ainda no auge da minha adolescência, torno-me responsável por aquilo que cativo. E à medida que vou crescendo, vivendo, percebo cada vez mais o sentido da frase. A minha lucidez racional consegue dar-me as coordenadas para um comportamento pautado de reservas em vez de entregas. Faz-me querer ter calma. Faz com que não queira entrar no espaço do outro de forma invasiva, ainda que me peçam. E acima de tudo, faz com que queira ser sempre eu, e não aquilo que esperam que eu seja.

Ele – Sonhei contigo hoje.
Eu - ( A achar o facto muito interessante) Ena, ena! Que giro. Então conta lá. O que sonhaste?
Ele – Estavas comigo no Estádio da Luz.
Eu – No Estádio da Luz?!?! A fazer o quê? ( Cara de parva mode: ON! )
Ele – Estavas comigo a ver o Benfica- Porto.
Eu – E foi só isso? ( A achar que ainda havia algo mais engraçado….)
Ele – Não! Queres saber o melhor?
Eu – Quero! ( A pensar, pronto ok, o Estadio da Luz é um sitio fetiche ou algo do género, agora é que vem a parte boa da coisa….)
Ele – O Benfica estava a dar seis a zero aos tripeiros caraças!!!!!!!!!!
Eu – ………………………….. ( No comments… )

I rest my case!

Yeah, you can say what you want
But it won’t change my mind
I’ll feel the same about you
And you can tell me your reasons
But it won’t change my feelings
I’ll feel the same about you

And when i get that feeling….

Vá, a Bica nem é assim tão linda, há sitios melhores, mas hoje houve momentos a registar.

26/09/2009

E sim , eu sei que Mafalda Veiga é um bom motivo para muito boa gente cortar os pulsos e afins. Eu própria consigo ponderar essa hiótese numa ou outra musica. Mas gosto dela. E gosto desta em especial.

Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar

nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Às vezes apetece-me ligar a uma e a outra pessoa, e dizer coisas que nunca disse. Pedir desculpa, por exemplo. Ou dizer que lamento o meu comportamento em determinadas alturas. Ou que estive mal em certas situações, mas que só percebi depois. Ou que não queria ter feito aquilo, mas sabe Deus porquê o fiz. Neste momento, neste preciso momento, apetecia-me dizer-lhe apenas isto: podes contar comigo, nos bons e maus momentos. Mas não vou dizer. Nem sei porquê.

Aquele gato preto.

23/09/2009

Há duas semanas sensivelmente, fui ver na Quinta da Regaleira em Sintra, uma peça de teatro (a Tempestade de William Shakespeare). Ora, a peça era às dez da noite nos jardins da Quinta. Para quem conhece a Regaleira, sabe que a mesma possui uma espécie de misticismo único. É maravilhosa de dia, com paisagens fabulosas, mas de noite consegue atingir uma aura de mistério enorme, de enigmático, com uns níveis energéticos fabulosos. Depois de levantar os bilhetes, dirigimos-nos à esplanada do jardim da Quinta, onde a meia-luz nos serviam cafés e água. Estivemos lá ainda um bom bocado até ao início da peça. A usufruir a beleza daquele lugar, as árvores, a arquitectura, a ver a fachada do palácio, o jardim. Parecia que tinha sido transportada para outro século. Um tempo de príncipes e princesas. Entretanto, do nada, aparece um gato. Um gato pequenino, todo preto, frágil, com um ar amoroso. O gato chamou a atenção das pessoas que ali estavam, e a minha em particular. Enquanto o observava, saído de não sei onde, ele caminhava em direcção à minha mesa. Passou por outras mesas, sempre no mesmo passo, só parando ao lado da minha cadeira. E ali ficou. Completamente rendida a ele, peguei-o ao colo. De tão pequenino, e de tão levezinho que era, quase dava para trazê-lo comigo dentro da mala. Confesso que essa ideia me passava constantemente na cabeça. Os meus amigos brincavam com a situação, “pronto, já vais roubar o gato” diziam. E de facto era mesmo isso que me estava a apetecer. Não tivesse ainda umas três horas de peça pela frente. Fiquei com o gato no meu colo, nos meus braços, nas minhas mãos, na minha mesa uns vinte minutos. Separar-me dele custou-me. Quando o deixei parecia que estava a abandona-lo. Quem estava comigo procurou distrair-me “anda lá, não sejas parva, o gato é aqui da Quinta, tem comida, blá, blá, blá”. E eu segui caminho. Sem gato preto. Vi o teatro, distrai, mas no fim voltei a pensar no gato. Continuei a pensar no gato no dia a seguir, e no outro dia, e no outro dia. Chegando mesmo a ponderar voltar lá para o trazer para casa. Mas os dias vão passando. Até que agora sonho com o gato preto. Estou há uns três dias a sonhar com o gato preto. E acho que isto já roça o fora de normal. Em jeito de curiosidade fui ver o que significa sonhar com gatos pretos, mas fiquei basicamente na mesma ao ler isto:

“O gato simboliza a natureza felina da mulher, a volúpia, mas também a disputa e a perfídia. Sua presença em sonho anuncia libertinagem, traição ou adultério. Se ele se esfrega em nós, representa um carinho interessado. Se ele dorme, é sinal de que os inimigos nos deixarão em paz, pelo menos por algum tempo. Pode significar também um estado de ansiedade, principalmente se ele for preto. É de bom presságio – é sinal que você deve ter cuidado com a inveja e falsos amigos. No amor tudo ficará as mil maravilhas; com vários convites interessantes. “

E isto:
“Os gatos têm fama de serem animais matreiros e falsos, que atacam à traição. São também animais associados ao feminismo, mesmo tratando-se de machos.
1. Sonhar com gatos significa que terá uma desilusão, com alguém que considera de confiança a trai-lo. Deve ter cuidado com os falsos amigos e com pessoas que se poderão aproveitar de si, sem medo de o pisar para atingirem o que querem.
2. Um gato no seu sonho significa também a agressividade feminina, o poder de conquista: a sua submissão a ela (se for homem) ou a sua capacidade de o fazer (se for mulher). “

Alguém sabe mais alguma coisa sobre o assunto? É que estou mesmo curiosa. Mas ainda acho que a solução passa por ir lá “raptá-lo”. Ou então não.
Há um fenómeno engraçado que se passa comigo. Engraçado não é bem o termo. A expressão é chato, vá. Isso. Recapitulando. Há um fenómeno chato que se passa comigo. Não são raras as vezes que sou confundida na rua. Ora bem, não é uma vez assim por outra. Não. É com alguma frequência. Sou confundida na rua com alguma frequência. E isso às tantas maça-me um bocadinho. Porque trocam-me o nome. Porque obrigam-me a fazer um ar de parva a ouvir uma conversa que não entendo. E por aí fora. Ontem ia eu para o cinema ( finalmente vi o Inglourious Basterds, Tarantino no seu melhor ) e sou abordada por uma mulher que achou que eu era a filha de uma amiga. Ora mal me vê – nem me chama pelo nome – lança-me um “Olá está boa, a sua mãe como está?”. Eu não querendo ser antipática, retribuo o olá, e digo que está muito bem obrigada. Sorrio e continuo. Efectivamente podia ser uma amiga de família a falar comigo. A coisa podia ficar por ali, mas não. A dita continua na conversa, a dizer que tinha estado com a minha mãe a semana passada em Cascais ( o que podia ser muito possível ) que já sabia das novidades, que estava muito feliz por nós, patati patatá. E quando diz “nós”, ou no caso “vocês”, engloba a pessoa que estava comigo. ELE olhou para mim e eu nem sabia o que dizer. A sério. Pensei … feliz por nós, mas feliz porquê?! Já me estava a passar mil coisas pela cabeça. Do género, o que podia ter dito eu à minha mãe que englobasse a pessoa que estava comigo. E mais, que motivo é que havia para tamanha felicidade. Acho que ali naquele compasso de tempo fiquei ligeiramente atrapalhada, coisa que não é meu hábito. Continuava a ver a cara dele a assistir à situação, sem perceber nada, mas a achar que eu estava a perceber tudo. Até que no segundo a seguir, que me pareceu uma hora depois, a senhora que continuava a falar, patati patatá, patati patatá noivado. ALTO! Noivado eu ouvi. Mas quem é que está noivo? Desculpe quem é que está noivo? Aí pronto, começa a conversa do costume. Não está noiva? Não, não estou noiva! Nem estou a perceber nada do que está a dizer! Então mas não é a fulana de tal, filha da não sei quê, que vive ali para aqueles lados, que trabalhou com não sei quem, que tinha um primo que era de não sei onde, que o pai até era muito conhecido ali naquela zona? NÃO! NÃO SOU EU! “Ah, que engraçado, parecia-me tanto, é parecidíssima, pensava que era. Ah desculpe!”. E lá começam as pessoas a ficar envergonhadas pela figura que acabaram de fazer. Pedem imensas desculpas da confusão, e pronto, saem de fininho o mais depressa possível para não ficarem ali naquele embaraço. E eu lá continuo, com um sorriso trinta e três, a proferir um “oh não faz mal, não tem importância”. Entretanto ELE só ria, ria da minha cara, ria do sucedido. Enfim. Mas no meio disto tudo, há uma coisa que me causa estranheza. Porque é que eu, não sendo propriamente o espelho da típica portuguesa – whatever that means – sou tantas vezes confundida. Perco a conta às situações em que sou abordada na rua por engano. Faço sempre lembrar uma prima, uma irmã, uma amiga, uma colega de alguém. Não percebo este fenómeno, a sério que não.

Marta Hugon, Filipe Melo, Bernardo Moreira e André Sousa Machado in “Crash into me”.


Para ti:

Dás por certo que tenho um lado romântico. Que sou muito mais do que aparento. E sei lá eu o que aparento. Chegas com esse ar de quem desbravou o mundo um dia, numa outra vida. De quem conquistou Lisboa aos Mouros em outros tempos. Munido pela coragem de pisar territórios inimigos, como quem subiu por serras austeras de chão espinhoso adulterado por falsos arbustos que escondem armadilhas. E não hesitaste em entrar no meu espaço. A armadura que trago vestida dizes-me ser fácil de despir. Não para os outros. Apenas para ti, que afirmas saber onde se solta o metal que me encobre. Esta égide que esconde a feição do meu corpo, que me oculta a essência e faz-me perder batalhas com arte de simular vitórias. Sucumbo à tua bravura. Percorro-te a cara com a ponta dos dedos. Contorno-te a pele em volta de uns olhos que me fixam. Delineio os teus lábios e esboço-te um sorriso. Sorriso que tomas de assalto. Onde fundes a tua respiração na minha como se dependesses do meu ar para oxigenar o teu sangue. Ou bombear as artérias de um coração que sinto bater contra o meu peito. E deixo-me ir.
Porque há dias assim. Cheios. Preenchidos com coisas que eu gosto. Fim de um dia que se quis bom, seguido de convite confirmado para a inauguração da exposição da Paula Rego, no museu Paula Rego em Cascais. De uma arquitectura belíssima diga-se, ou não fosse o seu criador o Eduardo Souto Moura. Numa construção cor de barro, ergue-se um edifício terreo, do qual sobressaem duas torres em forma de pirâmide num tom rosa-velho. A “Casa das Histórias Paula Rego”. Lá encontramos parte do espólio de uma vida de uma pintora da terra ( Paula nasceu no Estoril, onde ainda tem casa de família, apesar de radicada em Inglaterra há mais de trinta anos). Segundo o Finantial Times, Paula Rego é só uma das maiores pintoras vivas no mundo, e esse facto há que ser celebrado com orgulho para nós portugueses. Eu falo por mim, gosto de ver os meus compatriotas serem reconhecidos pelo seu mérito aquém e além fronteiras. Na exposição podemos encontrar trabalhos datados desde 1960 até 2005 com o famoso quadro, aliás são três, que fazem o tríptico The Pillowaman. A exposição está fantástica, e a inauguração foi um sucesso, com uma afluência incrível. Aconselho vivamente a irem visita-la assim que tiverem oportunidade. A senhora é uma bem disposta. Tive oportunidade de confirmar. Com um sentido de humor audaz, apesar do estado visivelmente cansado. E em jeito de confidência – para terem uma noção- quando o Cavaco Silva chegou ao pé dela, ela dirige-se a ele com o ar mais blasé deste mundo, e solta um irónico ” Eu acho que o conheço de algum lado, não conheço? “. Foi quebrar o gelo do protocolo formal das inaugurações. Mas continuando, e deixando esta introdução mais informativa, eu gostei bastante.


Não consegui tirar fotografias lá dentro por razões óbvias, mas aqui estou eu , num estilo ” me, myself, and i “, a tirar fotos a mim própria, numa zona em que ninguém me proibia. Sim. É a casa de banho do museu. Ah pois é. Ás vezes dá-me para isto. Mas por acaso tudo começou quando decidi mandar um MMS à Ginger , e pronto, vai de tirar fotos assim à doida. Mal sabia eu que ia ser o resto da noite igual.

Depois do jantar (sushi na Confraria em Cascais, bem bom aliás) havia a festa na Cidadela de Cascais por forma a dar seguimento à inauguração. Bem, e se eu pudesse dizer tudo o que me apetecia agora, ia ser bonito, mas há que manter a discrição. Posso só dizer que o Vasco Graça Moura é um grande maluco. O Camané continua com menos de meio metro, e não tira as mãos dos bolsos. O Vasco Graça Moura dá dez a zero ao Camané a dançar house ou coisa que o valha. A Paula Moura Pinheiro é um flop em cima de umas “tamancas” de vinte centímetros. E… e mais não digo. Já disse muito até.

A vista da pista, ou do recinto ou assim uma coisa do género.

Eu e o meu copo de qualquer coisa, e o meu cigarro. Sim eu fumo.

Entretanto tudo muito giro, mas há que mudar de ares. Penúltimo dia da season Verão 2009 do Tamariz e há que ir celebrar. Quem melhor para animar as hostes senão José Cid. E estou maravilhada. O homem bomba à séria. Estou fã. Não, a sério, nunca tinha visto José Cid ao vivo, e ele anima as noites que é uma coisa parva. Era ver-me a cantar aos altos berros ” Como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti. Escondi um cacho debaixo da cama, e comi, comiiii..” , ou ” Vem, viver a vida amor, que o tempo que passou, não volta não…” . Muito bom.

E pronto, depois de muita dança, e … coisas … o descanso da guerreira.

Ah, e esqueci-me de dizer que tenho as melhores amigas e amigos do mundo, que fazem toda a diferença no meio disto tudo. E também me esqueci de dizer muitas outras coisas. Mas foi de propósito. Quis só partilhar este bocadinho agora. Conto o resto depois. Ou então não.

… mas estas coisas maçam-me um bocadinho!


Não, a sério, estão a brincar não estão? É que já não posso mais. Deve estar a brincar comigo. É que só pode. Ai que me dói os maxilares de rir, palavra de honra. E isso não ajuda à cara de parva que estou a fazer neste momento. Desculpe lá. Mas… Estão a dizer para eu ir onde? Casting de voz e dicção?! Pois, pois, só para falar claro. Em vários sítios, sim sim, pois …
Opá! Poupem-me! Vou ali só recompor-me da graçola e já volto.
Off.
Não a voz, eu mesma neste caso.

… lein, lein, lein, falarei até que a voz me doa, ou então não, não vá perder potenciais postos de trabalho…

Por exemplo.

17/09/2009

Diz-lhes para fazerem as coisas enquanto estou acordada. Não quero anestesias. Quero sentir o bisturi a cortar-me a pele, a perfurar-me a carne e a rasgar-me o peito. Quero, pronto. Será sempre menos doloroso do que aquilo que sinto agora. E escusas dizer-me para ser paciente e tolerante. Que vão cuidar de mim. Que nada de mal vai acontecer. Cala-te. Não quero que cuidem. Eu sei a prescrição indicada. Só não tenho como tomar. Porque infelizmente não dá. As coisas não são fáceis, e tu sabes isso. Não me olhes assim com esse ar de comiseração. Fazes-me ter vontade de empurrar-te daqui para fora. Por isso sai. E abre as janelas, deixaste aqui um rasto de ti espalhado em cada partícula de ar. Ficaste impregnado neste lugar, e não foi pouco. Cheiro-te em todo o lado. Sai. E fecha a porta. Não quero que voltes a entrar sem eu dar por isso.

Too late…

16/09/2009

- I don’t love you anymore.
- Since when?
- Now. Just now. I don’t want to lie. Can’t tell the truth, so it’s over.
- It doesn’t matter. I love you. None of it matters.
- Too late. I don’t love you anymore. Goodbye.


in Closer

I need your grace
To remind me
To find my own

If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me and just forget the world?

Triste

16/09/2009

Tenho saudades…

Ele hoje ligou-me, e sem eu esperar convida-me para jantar. A minha resposta, inteligente que só eu, fiel a mim mesma, “Uhmm, jantar? Hoje? Não sei se posso, aliás, nem sei se me apetece, estou com imensa coisa para fazer e amanhã tenho que madrugar, não dá muito jeito”.
Ele reage com um mero e singelo Ok. Um Ok frio e seco do outro lado, um Ok que me doeu na alma. Mandou beijinhos e tal e desligou. Eu fiquei a pensar em mim, em como sou, e é oficial sou parva. Não lhe disse nada do que estava a sentir, aliás disse o contrario do que estava a sentir. ( Eu e o problema de expressão dos Clã. ) A resposta correcta, sincera seria “Uhmm, jantar hoje? Claro que sim! Que bom, apetece-me imenso estar contigo. Vamos no meu carro ou no teu? Queres que te vá buscar, ou encontramos-nos lá?”. Mas não.
Posto isto repito, alguém me espanque violentamente, a sério, estou mesmo a precisar de uma grande dose de violência sobre mim mesma. Já agora, ao voluntário que aceder ao meu pedido, para o caso das coisas correrem para o torto, e eu for desta para melhor, queria desde já deixar claro, que na eventual lapidezinha onde supostamente consta nome e data de nascimento e essas coisas, a minha tem que ter “Aqui jaz uma estúpida”. É favor não esquecer. Agradecida.

Pi e o Arrumador!

14/09/2009

Amoreiras fim de tarde. Trânsito semi-caótico, o costume portanto. Lugares preenchidos. Parquímetros por todo o lado (cá beijinho sô dona EMEL, que isto de amar os odiosos é um principio que me rege). E eu à procura de um lugar. Volta para cima, volta para baixo. Olhar à esquerda, olhar à direita. Reduzir a velocidade. Inversão de marcha. Até que, ai espera lá que vai ali um a sair. Ai que aquele lugar é meu. Ai pára tudo, eu vi primeiro. EU VI PRIMEIRO. Aquele lugar é MEU. Ai que estou disposta a andar à porrada por aqueles metros de chão que vagueiam. Ai de quem se armar em chico esperto e me passar à frente. Acelera Pi, acelera olha que perdes o estacionamento. E eis se não quando surge do nada um rapaz, com roupas que já viram melhores dias, com ar de quem já viu melhor asseio, a correr para o dito, e a gesticular freneticamente. Oh que caraças, lá vem a praga pensei eu. E pensei muito bem. Lá estava ele, de espírito “altruísta” em richte de quem anseia compensação, a dar-me as dicas todas de como bem estacionar. O que eventualmente seria até susceptível de me fazer sentir um bocadinho incapaz. Não fosse o facto de ainda ter dois olhos, dois braços, uma coordenação motora razoável, e uma boa brecagem ( será assim que se diz? ) no carro, e era menina para ficar com a auto-estima em baixo a pensar que não consigo ser autónoma a estacionar um veículo. Mas pronto vá, lá estacionei por mim, e o rapaz continuava a gesticular. Posso jurar até que ele soltou um valente ” Tá booooom” já eu tinha desligado o motor. E pensei, olha pois está, está muito bom. Ás tantas o rapaz decide parar ao lado da minha porta de saída. Ainda estava eu a pegar nos meus pertences e ele vai de assentar arraiais ao lado da minha porta. Não achei muita gracinha, mas vá, continuei a fingir-me de morta, ah e tal pois que nem estou a ver que estás aí, trai lai lai, trai lai lai, estou na minha vidinha, ah pois que estou e vou sair. Saí do carro, e ele mete-se mesmo à minha frente. Na minha cabeça passaram ideias homicidas, mas como ainda sou uma pessoa calminha, e ainda vou dominando os impulsos, fiz só cara feia, como quem diz, posso passar ou quê? ( Sim este ou quê também me passou pela cabeça. Juro. Vá, não sei se passou na altura, mas passou-me agora que descrevo a situação.)

-Tens umas moedas? – perguntou-me. -Tenho, respondi-lhe, mas vou usar agora no parquímetro. – Mas e não podes dar-me essas moedas? -insistiu. ( Com aquela cara de coitadinho que até apetece dar festinhas, mas que a mim só provoca o desejo de dar umas valentes biqueiradas até me cansar) -Er… posso – disse eu- , e vais lá levantar-me o talão e trazes-me aqui, é? É que se vais lá levantar o talão por mim, dou-te e espero!

Ele ficou a olhar para mim, com um ar surpreso, e eu a olhar para ele com um olhar de… parva, vá parvinha, quer dizer qualquer coisa entre o parva e o parvinha.

Ele continua e diz que quer moedas mas é para ir comer, se eu tinha algumas para lhe dar, que estava com fome e mais não sei quê. Claro, e eu perguntei-lhe se tinha ar de Pai Natal ( confesso que rezei interiormente para que ele dissesse que não, caso contrário mais uma vez era capaz de ferir o meu amor próprio, e eu nem estava de encarnado vestido ) .

De repente, e sem nada fazer esperar, o meu querido arrumador decide fazer-me uma pergunta difícil. -És portuguesa de origem? ( Aqui sim, fiquei com ar de parva, parvalhona mesmo ) Não estava nada no programa do dia ter dissertações genealógicas sobre os meus antepassados com um rapaz que não conheço de lado nenhum, com um ar para o indigente. -É que és alta, dás nas vistas, chamas a atenção. ( Oh pronto, tem a lábia toda, o que tu queres sei eu meu maroto, queres moedas…) Mas ri-me na hora, ri-me automaticamente do que ele disse, o raio do indigente teve savoir-faire, educadamente resolveu elogiar-me de forma subtil a troco de… moedas. E pior, desarmada que nem uma ovelha que acabou de ir à tosquia, lá dei ao moço uns dinheirinhos.

Sou uma vendida. Uma fácil. Mas que ainda me ri com ele ri. E coitado, diz que era para comer. Vou fingir que acredito.

Caminhos

13/09/2009

Olho para mim há uns tempos atrás e sorrio. Descaracterizada por situações exteriores, por contextos que não eram os meus, vivi imbuída num espírito de circuito, ao qual nunca fui integrante. Por vontade própria. Ás vezes é preciso passar por certas situações para saber mais de nós, daquilo que somos, onde queremos estar, como estar e com quem. Aprendi algumas coisas, mas principalmente aprendi mais de mim. Saí do papel de narrador participante, para ver a realidade com um distanciamento de tempo que me dá lucidez e maturidade. Coisas boas trago muitas, pena de as ter deixado nenhuma. Porque há gente que nos marca, e outros nem por isso. Porque no meio de muitos fica um, dois ou três em especial, e o resto vai-se esquecendo no passar dos dias. Porque as afinidades que se criam não são sólidas ao ponto de deixar saudade ou fazer sentir o vazio da ausência. Porque é muito mais o que nos separa do que nos une. Porque a diferença é maior, porque os interesses divergem, porque não somos todos iguais, não queremos ir para o mesmo sitio, fazer o mesmo caminho, e chegar ao mesmo lugar. Eu dei a volta numa estrada de terra batida, de chão instável e precário. Uma estrada que me levava para longe de mim. Saí dela e voltei a entrar na rota principal do meu eu. Trazia comigo o pó do percurso agarrado na pele. Sou brindada com um vento que me sacode e leva as reminiscências. E sorrio. Sorrio com carinho por uma pessoa, o motivo do desvio no sentido oposto. Sorrio com carinho por outras (poucas) pessoas que tornaram essa jornada especial. Sorrio pelas lembranças. Sorrio pelos afectos. Mas sorrio acima de tudo, por estar agora a andar numa outra direcção. A minha.

13/09/2009

Era uma vez um estranho. Há dias atrás, era uma vez. Mas agora vens ao longe, e já sorrio feita parva em gesto de reconhecimento. Chegas perto e é o desalinhar da postura que se quer direita. Pedes-me que desenhe nos teus lábios. Peço-te que me beijes a alma. Porque há cumprimentos que se querem exigentes. E eu sou. Muito. E tu sabes isso. É perigoso se entrarmos no jogo, é desmotivante se não tentarmos.

….

13/09/2009

( Nada a fazer, ando em modo Sara Bareilles esta semana. )

I’m not gonna write you a love song
’cause you asked for it
’cause you need one…

….. troca de olhares sim, mas troca de sorrisos….

Facto!

12/09/2009

Adoro um homem perfumado. Adoro, pronto. Um homem perfumado tira-me do sério. Quebra-me as defesas, e faz-me apetecer dar aqueles abracinhos prolongados no tempo…

Postal ilustrado!

10/09/2009


Pois que um amigo ( aquele ali de t-shirt branca a dizer G-53 e ar envergonhado) , lança um disco. Ah pois é! Conheço o Nuno há anos e este é um desejo dele de sempre que agora se realiza. E não posso deixar passar isto em vão. Aproveito e ajudo a divulgar. Sempre me disse que queria ser musico, e eu não ligava nenhuma. Quando acabamos o liceu lá fui eu para a faculdade e ele claro foi estudar para o Hot Club, para o Conservatório, para Boston nos E.U.A., e amanhã culmina com a apresentação da primeira obra. Eu obviamente estarei lá na primeira fila mais outros amigos para o apoiar. Vocês estão convidados também!

E copiando o anuncio aqui fica expresso o convite:

Esta quinta-feira, pelas 22h no Hot Club de Portugal, o guitarrista Nuno Costa apresenta o seu primeiro álbum de originais. Nuno Costa Quinteto apresenta-se como um projecto de jazz que tem uma forte influência do imaginário cinematográfico e conta com a participação de alguns dos mais reconhecidos músicos do panorama jazzístico português. Este primeiro disco é editado pela TOAP Music, editora reconhecida e aclamada pela crítica e que apresenta um selecto e restrito catálogo de músicos.

MAIS INFO: http://www.hotclubedeportugal.org/ http://www.jazz.pt/festival/2009/

VISITE: http://www.myspace.com/Ncosta

ENTRADA: €10 (oferta de número da revista Jazz.pt )

MORADA: Praça da Alegria 39 Lisboa, Portugal

TELEFONE: +351 213 467 369

Assim do nada!

09/09/2009

Ai que estou tão bem dispostinha. Ai que me vai dar uma coisinha má. Tranquem as portas! Imediatamente. Não deixem que este sorriso fuja da minha cara assim sem eu dar por isso. Fechem as janelas! Que não saia de mim este contentamento. E agora aumentem o som da vida, e cantem comigo:

Kiss me, oh kiss me,
Will that make things right ?
Try me, find me,
Just throw them on me…
Those failed expectations…
Floods and afflictions you’re through.
Cause I just might…
I just might, take you home.

Kiss me, kiss me,
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
We have all been there too,
Kiss me, kiss me
We’ve all been there too,
Kiss me, kiss me
So kiss me…

Amiga- Pi queres ir ao Casino? Temos convites para o novo musical do Feist ali no Estoril!
Pi- Boa! Parece-me bem! Mas… espera lá, ah o musical do Feist? Já sei! Eu vi uma reportagem na semana passada! Vocês querem ir ver isso?!
Amiga- Sim, why not? Temos bilhetes, bora!
Pi- Er……………………..

Para quem não sabe o que é, falamos DISTO!

Aqui, a nudez não se considera gratuita. Eles tiram as roupas para mostrar de que forma os homens se sentem despidos de cada vez que falam de si próprios. E é disso que se trata: de coisas de homens, que vão do amor e da sexualidade às idas ao ginásio ou à cerimónia da circuncisão.”

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.